Informes do GT de Ensino

TEXTO DOCUMENTO: Contra a precarização da escola pública brasileira e Pela valorização da profissão docente

13/06/2013 18:17
REVISTA TERRA LIVRE - Texto GTs Ensino AGB Ni terói e Rio de Janeiro.pdf (110108)

Breve Histórico do GT de Ensino

    O Grupo de Trabalho de Ensino da AGB-Niterói, inicialmente intitulado Comissão de Ensino da AGB-Niterói, teve inicio nos anos 2000, entretanto desse período até o início de 2003, a Seção carece de documentação com informações mais precisas sobre o funcionamento e realização de atividades.

    Durante o ano de 2003, o GT centrou sua atuação em duas atividades: 1º) a sistematização das informações sobre o ensino de geografia e as escolas públicas do município de São Gonçalo e 2º) A leitura do livro A Geografia  - isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra, de Yves Lacoste.

Em relação às informações foi feito no período:

  • Cadastro das escolas públicas (municipais e estaduais) e particulares do município de São Gonçalo, com endereço, telefone, níveis e modalidades de ensino. No ensino fundamental e médio, em São Gonçalo, há 68 escolas públicas municipais, 111 escolas públicas estaduais e 276 escolas particulares.
  • Dados do Censo Escolar de 2002, por escola, da rede pública municipal de São Gonçalo: matrícula, turmas, funções docentes, equipamentos, dependências, infra-estrutura, indicadores educacionais (alunos por turma, x. aprovação/reprovação, etc) e programas dos quais a escola participa (livro didático, merenda, transportes).  Esses dados já foram digitados em planilhas do Excel e transformados em gráficos.
  • Plotagem, num mapa de São Gonçalo, de todas as escolas públicas municipais e estaduais e analise do padrão de distribuição espacial.
  • Endereço, data de fundação e cursos oferecidos em Instituições de ensino superior em São Gonçalo.  Em 1990 havia apenas duas Instituições: a Faculdade de Formação de Professores da UERJ e a ASOEC (atual Universo). Em 2003 já existem 06 Instituições: além da FFP-UERJ e da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), a Faculdade Paraíso (FAP), o Instituto Superior de Ciências Humanas e Sociais Anísio Teixeira (ISAT), a Faculdade da Cidade de São Gonçalo (FACI) e o Centro de Educação Tecnológica São Gonçalo (CETESG). 
  • Estatísticas educacionais do município de São Gonçalo do ano de 1990, do Plano Diretor.  A intenção foi verificar a evolução dos indicadores educacionais na década de 90.
  • Dados populacionais do município de São Gonçalo dos censos de 1991, 1996 e 2000 do IBGE e de outros anos da Fundação CIDE.  A intenção foi apurar a evolução da população escolarizável na década de 90.  Entretanto, as faixas de população do IBGE (0-4 anos, 5 e 6 anos, 7 a 9 anos) não correspondem às faixas etárias por nível de educação (educação infantil:  0 a 6 anos, ensino fundamental:  7 a 14 anos, ensino médio:  15 a 17 anos).  Assim, tentando levantar estes dados populacionais com o objetivo de confrontar a evolução da população escolarizável com a evolução das matrículas nas escolas públicas.

            Foi iniciado um texto que reunia estas informações para ampla divulgação e para acompanhar os dados educacionais do município de São Gonçalo, sendo chamado de CENSO ESCOLAR DA GEOGRAFIA. A proposta principal era estabelecer o diálogo com os professores das escolas municipais de São Gonçalo. Para isso, tencionava-se realizar uma palestra e a montagem de um questionário, através do qual se pretendia investigar a realidade destes professores, transformando os seus dados em tabelas para fazermos as devidas análises, identificando a situação geral.  Posteriormente tencionou-se levar esse trabalho para outros municípios.

    Um segundo objetivo foi chamar a atenção dos professores em exercício a participar das discussões semanais desenvolvidas na FFP. Esta seria uma maneira de comunicar aos professores a preocupação da AGB em discutir às questões relacionadas à escola pública e ao ensino de Geografia e apontando que a entidade mantém um grupo com compromisso de estar sempre atento ao questionamento sobre a educação geográfica. Paralelamente, fez-se desenvolvimento de leituras de outros textos, além de Lacoste, para ampliar a nossa base teórica a fim de compreendermos, com mais visibilidade, a geografia no cotidiano escolar e como o conhecimento acadêmico chega ao professor.

    Essas atividades duraram até meados de 2005. A partir de 2006, em função da saída de alguns associados e a falta de uma renovação dos quadros o GT passou um período de paralisia, sem a realização de atividades até 2010.

    Desde 2010 o GT vem atuando ativamente, conseguindo manter uma dinâmica de reunião mensal, na FFP, e concentrando as atividades na analise/reflexão sobre a política educacional brasileira, orientado pelo contexto de desenvolvimento do ensino de geografia na educação básica e da formação de professores.

    Foram realizadas atividades de debate na FFP/UERJ e na UFF, em 2011, tendo-se como pano de fundo a política educacional estadual e a prática docente. A partir das reflexões coletivas realizadas nas atividades nos encontros Estadual de Professores 2011, Fala Nacional 2011 e ENG 2012, foi construído um texto-documento – que será publicado na Revista Terra Livre em 2013 – contendo: analise de conjuntura; avaliação das políticas educacionais sobre a precarização da educação pública e do trabalho docente (envolvendo as ações articuladas da política de controle da escola/dos professores pelo currículo e pela avaliação externa); e princípios da construção de outra política educacional com proposta de agenda de organização e de luta para o GT Ensino da AGB. Ressaltando que – “esta agenda de ação deve se articular como uma MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO DOCENTE E CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA BRASILEIRA”.1

    A articulação nacional está inclusa nas ações do GT para 2013/2014, dentre a realização de oficinas de formação e debate do texto-documento, além do estudo dos documentos referente às políticas educacionais.

1Trecho do texto para publicação na Revista Terra Livre.

 

GT Ensino AGB Niterói no VII CBG 2014